'Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa'___(II TES 2.15)___ A PAZ DE DEUS À TODOS!

sábado, 20 de agosto de 2011

Por Amor ou Por Dinheiro? Parte I



Fiquei entristecido ao visitar um site de nosso irmão na fé, onde o mesmo inseriu ao final do artigo postado que, tanto o sustento dos ministeriais da igreja como o dízimo são bíblicos. Neste artigo, vou tentar esclarecer alguns fatos esquecidos por muitos dos defensores da remuneração dos "pastores" e demais ministeriais da igreja.


Obs.: Eu já havia escrito um artigo (Sustento dos "pastores", Está de Acordo com o Novo Testamento?)
, que aborda justamente a questão da remuneração dos ministeriais das igrejas, porém, como observei que existem mais "argumentos" sendo cogitados como bíblicos, resolvi mais uma vez esclarecer este ponto fundamental para todos os crentes em Deus por Jesus Cristo da atualidade, visto que muitas denominações, principalmente as neopentecostais, defendem o direito dos ministeriais serem assalariados pelos membros (ou, pela igreja).

Um texto bíblico bastante utilizado como argumento bíblico pelos defensores da remuneração ministerial é este:


'Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor? Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor. Esta é minha defesa para com os que me condenam. Não temos nós direito de comer e beber? Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado? Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo? Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois? Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós?' (I Cor. 9.1-12)





Curioso é o fato do ocultismo do complemento deste texto pelos defensores da remuneração dos ministeriais da igreja, pois continuando esta passagem, o apóstolo Paulo diz:

'Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho. Mas eu de nenhuma destas coisas usei, e não escrevi isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória. Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!' (I Cor 9.13-16)



Sobre o apóstolo Paulo dizer: 'Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho', sem dúvidas, os apóstolos haviam recebido esta ordem do Senhor Jesus, claramente explicada na passagem à seguir:

'E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara. Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos.Não leveis bolsa, nem alforje, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho. E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós. E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa. E, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido. E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus'. (Luc. 10.1-8)

Outro texto mais esclarecedor que o texto acima, é este:


'E, CHAMANDO os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu; Simão, o Cananita, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu. Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, Nem alforges para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordões; porque digno é o operário do seu alimento'. (Luc. 10.1-10)

Esta claro nesta passagem que o 'viver do evangelho' seria comer e beber daquilo que é colocado à mesa quando é anunciado o evangelho à uma determinada pessoa, família e etc. No 'viver do evangelho', não podemos interpretar o verbo salário ligando-o ao dinheiro (isto seria trocar o dom espiritual pelo material, incompatível com uma sincera vocação cristã), e sim da alimentação e trajes (ou, roupas) para se vestir. Ora, no caso dos que queriam ou dos que querem viver do evangelho,  não é necessário mais do que o alimento para se viver. Ou não confias tu que o Senhor Deus que lhe designou à esta excelente obra possa suprir suas necessidades?


'E disse aos seus discípulos: Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes. Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves? E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura? Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. E, se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas' (Luc. 12.22-31).

E notório na bíblia que os apóstolos ficaram ricos com a pregação do evangelho de Cristo, fato esquecido pelos assalariados pelo dízimo das igrejas nos dias de hoje, onde os "ministeriais" despojam de carros importados, mansões em áreas nobres e etc.

Se fosse visar o lado financeiro da história, o próprio apóstolo Paulo "perdeu" dinheiro com a pregação do evangelho, pois para ele seria bem mais vantajoso (financeiramente falando), se ele cobrasse dos sumo-sacerdotes por cada cristão preso e/ou morto. Imaginem só...

Outro texto bíblico utilizado como argumento bíblico pelos defensores da remuneração ministerial é este:

'Pequei, porventura, humilhando-me a mim mesmo, para que vós fôsseis exaltados, porque de graça vos anunciei o evangelho de Deus? Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário; e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado. Porque os irmãos que vieram da Macedônia supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei de vos ser pesado, e ainda me guardarei. Como a verdade de Cristo está em mim, esta glória não me será impedida nas regiões da Acaia. Por quê? Porque não vos amo? Deus o sabe. Mas o que eu faço o farei, para cortar ocasião aos que buscam ocasião, a fim de que, naquilo em que se gloriam, sejam achados assim como nós. Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras'. (II Cor. 11.1-15)

Significado de fraudulento é: Todo artifício empregado com o fim de enganar uma pessoa e causar-lhe prejuízo. A fraude traduz a intenção de procurar uma vantagem indevida, patrimonial ou não.

Este significado se aplicava aos falsos apóstolos (ou, evangelistas da época) e se aplica e muito nos "evangelistas" da atualidade.


Viver do evangelho, em nossos tempos, imitando severamente os tempos apostólicos seria a pregação evangelho à um determinado local onde a igreja ainda se encontra em crescimento espiritual e também incluindo o fato de que os evangelistas estejam impossibilitados de exercer sua profissão ou  de trabalhar (isto responde o porque Paulo foi "assalariado" pela igreja da Macedônia, pois a profissão do apóstolo Paulo era fazer tendas Ats. 18.3), algo quase impossível de se ligar nos dias de hoje, visto que todos possuem condições de trabalho em diversas profissões.

Pode haver raras exceções onde a pregação do evangelho seja em um país como a África por exemplo, (onde graças à Deus a população se encontra em crescimento espiritual considerável), igreja pode colaborar com o evangelista em lhe sustentar (alimentação e abrigo) temporariamente enquanto a missão é concluída. Quem não possui vinculo com nenhuma denominação, não precisa se preocupar, se foi Deus quem lhe designou à evangelizar em outro país, achas tu que Deus vai lhe desamparar? 


[CONTINUAÇÃO-PARTE II]




Por Amor ou Por Dinheiro? Parte II


Não entendo o porque em algumas igrejas, os anciãos, cooperadores e diáconos e os demais membros do ministério conseguem pregar o evangelho e ainda trabalharem para se sustentar, e em outras denominações são inventadas inúmeras desculpas "bíblicas" para se isentar do trabalho, como trabalham os demais membros não ministeriais da igreja.
 
Algumas denominações possuem até faculdade para formar "pastores" credenciados, ou seja o dom vem dos estudos e Deus ficou em segundo plano. Uma tremenda blasfêmia compartilhada à uma gigantesca heresia!
 
Esta faculdade inclusive, vem sendo muito procurada, afinal, aquele que adquire o diploma e arruma um bom emprego (ou, "ministério"), ganha salário compatível ao de um engenheiro ou de um médico.
 
Eu sempre proponho este desafio quando tenho uma discussão sadia com os defensores da remuneração ministerial; retira a mordomia do salário de muitos ministeriais pelas denominações à fora para ver quantos sobram. Eu aposto que muitos deixariam de pregar o evangelho, pois muitos não pregam pelo amor a graça de Deus e de nosso Senhor Jesus, mas sim pela avareza, mordomia e comodismo causado pelas interpretações da "hermenêutica" bíblica, pois a "hermenêutica" (que de hermenêutica não tem nada) só é aplicada quando satisfaz a maioria, e infelizmente, a maioria são os que defendem a remuneração do ministério da igreja, estes são em sua também grande maioria, pastores ou estudiosos bíblicos, que vivem as custas do povo de Deus! 
 
'Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia; Como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos.  E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus'. (II Cor 8.1-6)
 
Na passagem citada acima, o apóstolo Paulo deixa bem claro que os macedônios, foram generosos em lhe dar 'salário', (apesar de algumas pessoas ligarem o salário dito pelo apóstolo ao dinheiro), neste contexto, mostra exatamente que a igreja, NÃO SENDO OBRIGADA À ASSALARIAR o apóstolo, agiu com generosidade e voluntariedade em lhe 'assalariar' , algo notório nos dias de hoje, pois os "ministérios" ao cobrar o dízimo, uma de suas prioridades é realizar o pagamento (dinheiro) dos "pastores", distorcendo o 'voluntário' e 'generoso' pelo OBRIGATÓRIO.
 
Outras passagens que é possível enxergar que o 'viver do evangelho' e 'salário' não esta ligada ao dinheiro, são estas (sempre dispensadas pelos defensores da remuneração dos ministeriais):
 
'E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.' (Mat.10.8)
 
Dificilmente vemos nos dias de hoje a frase dita por Jesus Cristo: '...de graça recebestes, de graça dai'. O Senhor Jesus se referia aos dons dispensados por Deus para com os homens, portanto, torna-se notório a ligação dos dons pelo amor ao 'salário' (ou, dinheiro) propriamente dito.
 
'Todos os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados. E os que têm senhores crentes não os desprezem, por serem irmãos; antes os sirvam melhor, porque eles, que participam do benefício, são crentes e amados. Isto ensina e exorta.  Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, Perversas contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão'. (I Tim. 6.1-11)
 
Nesta passagem o apóstolo Paulo deixa bem claro à Timóteo que o contentamento daqueles que querem 'viver do evangelho' ou não, que devem se 'contentar' com o simples 'sustento' (alimentação) e de terem com o que se 'cobrir'. Pois está claro que, não foram todas as igrejas 'generosas' e 'voluntarias' em ajudar o apóstolo Paulo, como foi a igreja da Macedônia. Prova disto está em I Cor. 4.11 e II Cor. 11.23-27.
 
Nas epistolas dos apóstolos Judas (verso 3 ao 25) e de Pedro (II Ped. 2. 1-22) é citado Balaão, que foi o primeiro a ganhar ouro e prata (dinheiro) com os seus dons.
 
Todos os membros do ministério e também os não membros, devem trabalhar para não serem pesados à igreja (II Tes. 2.9).
 
Em nenhum momento minhas retaliações isentam os irmãos ministeriais ou não ministeriais, de serem ajudados pela igreja quando estiverem em má situação financeira, por este motivo, temos os irmãos diáconos na igreja que administram esta causa sob a guia de Deus,  e suprem as necessidades de nossos irmãos através da obra da piedade, como já deve ser do conhecimento de todos os membros da Congregação Cristã no Brasil.
 
 
OBSERVAÇÕES:
 
Não pretendi e nem pretendo ofender à nenhum fiel à Deus por Jesus Cristo com este artigo, muito menos ao meu irmão Ricardo Alexandre, administrador do site bereiano.
 
 
CONCLUSÃO:
 
Vale à pena relembrar as palavras do apóstolo Pedro:
 
'E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém'. (II Ped. 3.15-18)

 
DEUS Abençoe à Todos!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Razão de Usarmos em Nossas Congregações o Dístico “EM NOME DO SENHOR JESUS”


RAZÃO DE USARMOS EM NOSSAS CONGREGAÇÕES O DÍSTICO “EM NOME DO SENHOR JESUS”

Por que razão usamos unicamente o dístico “EM NOME DO SENHOR JESUS” em nossas congregações?

É importante inteirarmos-nos da origem deste ponto fundamental:

Nos princípios desta obra, não havia ainda sido adotado passo bíblico algum, para uso como dístico nas salas de oração. O servo de Deus, nosso irmão Louis Francescon, não tinha uma definição sobre qual versículo adotar. Certo dia, estando orando, ele e outro irmão, com uma irmã que tinha o dom de interpretar línguas, o Espírito Santo se manifestou em língua estranha por boca do irmão Francescom. Deus concedeu a nossa irmã de interpretar, dando comunicação disso ao servo: “Irmão, o Senhor falou que não há necessidade de procurar tantos passos bíblicos; basta esta frase: “EM NOME DO SENHOR JESUS”.

Alguns foram de parecer que a frase não estava completa. Dever-se-lhe-ia acrescentar a palavra “Cristo”. Mas certamente a frase está completa, pois encontramos em Colossensses capítulo 3, verso 17: “E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo EM NOME DO SENHOR JESUS, dando por Ele graças a Deus, Pai.”
 
= TÓPICOS - 36ª ASSEMBLÉIA DE 05 A 09 DE ABRIL DE 1971 =


Deus abençoe à todos!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Alerta a Irmandade da Congregação Cristã no Brasil

São Paulo - Maio 2011
 
Cara irmandade, a paz de Deus!
 
O ministério, na santa intenção de alertar a toda irmandade e, especialmente, os mais simples, para que não venham a errar, esclarece que recentemente, alguns ex-anciães da região oeste de São Paulo praticaram atos contrários a nossa sã doutrina e foram destituídos do corpo ministerial, bem como da nossa comunhão. Agora, estão abrindo locais com prédios similares aos nossos para realizar cultos utilizando, ilegalmente, o nome da Congregação Cristã no Brasil, como também, utilizando nossos hinários. Estes, e aqueles que o seguem, apostataram-se da nossa fé.
 
A irmandade deve estar atenta e vigiar para que ninguém vos engane nestes últimos tempos em que a palavra vem se cumprindo como está escrito:
 
'Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós'. (I São João 2, verso 19)
 
Para evitar dúvidas, orientamos a cara irmandade que tenham à mão nosso relatório atualizado de 2011 e só congreguem nas casas de oração que nele estão relacionadas e onde constam os nomes dos servos de Deus que atendem à esta obra.
 
Não devemos congregar em locais que não constem do nosso relatório e nem considerar como integrante do ministério aquele cujo nome não estiver nesse mesmo relatório.
 
Lembramos que a nossa participação no santo serviço da Santa Ceia exige que estejamos em santa comunhão com o corpo de Cristo, isto é, com a igreja, para que nos apresentemos perante Deus com a dignidade espiritual que Sua santa presença exige.
 
Os que tiverem algum ministério ou encargo na igreja e se afastarem desta orientação, perderão a condição para continuar exercendo tais funções.
 
Havendo alguma dúvida, os anciães que presidem sobre vós estarão à disposição para esclarecer o que necessário for, dentro da nossa sã doutrina, que permanece fiel aos marcos primitivos.
 
Os anciães.
 
 
Assinaram:
 
Jorge Couri - João Santin - Nilton Aparecido Cardoso - Claudio Marçola - Sebastião Idalino de Oliveira - Eliseu Gomes de Andrade - Miguel Benedetti - Albari de Paula Quadros - Jair Mendes de Moraes - Daniel da Rosa - Carlito Gonçalves dos Santos - Jorge Tavares da Silva
 
 
OBSERVAÇÕES:
 
a) O texto acima refere-se à uma circular que vem sendo lida em todas as Congregações, principalmente, nas igrejas da zona oeste de São Paulo.
 
b) Os sites indicados pelo CCB Respostas que proporcionam o relatório da CCB pela internet, foram alertados com relação à este assunto, inclusive, foram enviados os endereços das igrejas ilegais citadas nesta circular, para que nossa irmandade tenha uma indicação segura dos relatórios na internet.
 
 
Deus abençoe à todos!

domingo, 24 de julho de 2011

O Uso do Véu, Costume ou Doutrina? Parte I


‘Por que as irmãs usam véu?’

Quem é membro da Congregação Cristã no Brasil, certamente já fez ou teve que responder a esta pergunta, pois é frequente aquele que nos visita ou até mesmo o novo convertido inquirir a este respeito. É comum ao fazerem a indagação ouvirem a resposta: ‘Porque é mandamento da palavra de Deus’.

Na maioria das vezes não contestam e se contentam com a resposta. Acontece que há casos que esta colocação sofre forte objeção; e quanto mais são os questionamentos, menos são os argumentos da irmandade – Diante da pergunta que não se cala, está a resposta que pouco fala – Ao percebermos que nossa resposta não foi satisfatória, damos conta do seu superficialismo e simplismo; descobrimos que não convém ter frases prontas, senão a surpresa nos apronta; reconhecemos que é preciso saber mais para responder melhor, como aconselha a Bíblia:

 A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Cl 4.6).

A resposta que “vos convém responder a cada um” não exibe apenas a capa, mas ilustra a ideia; não mostra só o título, mas expõe conteúdo, pois não devemos dar como resposta um texto e desconhecer o contexto.

Deixemos de superficialidade, uma resposta à altura tem profundidade. Para temperar nossas palavras, este estudo nos fornece o ‘sal’ ao expor clara, objetiva e apologeticamente... “O que você precisa saber sobre o fundamento do uso do véu”.

Este edificante estudo é uma benção para toda a irmandade. Ao concluí-lo saberá dar, à pergunta inicial, a ‘resposta que convém’.

Texto acima: Ricardo Alexandre Pereira da Cruz


PREFÁCIO DO AUTOR 

Paz, da parte de Deus Pai e da de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. De início, peço perdão ao prezado (a) leitor (a) pela falta de acentuação nos caracteres gregos contidos na presente obra. “Sabemos que os manuscritos do Novo Testamento (papiros e lecionários) foram produzidos sem acentuação.” (Aprenda o Grego do Novo Testamento- John H. Dobson).

 Para aqueles irmãos que procuram dar respostas satisfatórias às várias perguntas e/ou questionamentos levantados sobre o tema abordado, esta matéria fornece argumentos sólidos, motivo primordial que me levou a preparar tal artigo “auxiliar os nossos irmãos quando questionados”. Pensei em elaborar no término deste trabalho, junto à mesma, um pequeno questionário contendo perguntas e respostas. Todavia, pelo fato de o texto ser claríssimo como cristal e, para um bom entendedor, creio não ser necessário; afinal, a matéria é elaborada versículo por versículo. Embora não possa a mesma estar cobrindo a todas as perguntas levantadas (o que seria impossível), creio que grande parte delas são respondidas aqui à luz da palavra de Deus; não obstante, embora tenhamos unicamente a Bíblia como única regra de fé e prática,  incluí ao presente trabalho obras acadêmicas.

Para os versículos contidos no presente artigo, foi utilizado a Bíblia Almeida Corrigida e Fiel (ACF) da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB). Tal Bíblia segue fielmente o Textus Receptus, texto grego utilizado por João Ferreira de Almeida em sua versão de 1681 para a língua portuguesa. Destarte, como dito anteriormente, o leitor poderá contemplar por si mesmo no decorrer das primeiras páginas que o presente comentário é elaborado versículo por versículo, o que facilitará a compreensão.

Que fique esclarecido ao querido leitor: - Não escreví em nome da Congregação Cristã no Brasil; o presente artigo é de minha inteira responsabilidade e trata-se de uma pequena demonstração Bíblica em apologia da nossa fé.

Permito que se faça cópia deste opúsculo (indicando a autoria) e seja divulgado gratuitamente, aprecio o desinteresse de Paulo: [...] “pois não busco o que é vosso, mas sim a vós.” (2 Cor 12.14). Que esta matéria possa ser uma bênção, servir de apoio a nossos irmãos e para engrandecimento do nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Sou extremamente grato a Deus por me ter compelido a escrever sobre o tema supracitado, pela força a mim concedida e por ter preparado o coração da minha esposa dando-me ânimo em prosseguir até o fim.

אֲבָל הָאָדָם הָרוּחָנִי יָדִין אֶת־הַכּׁל וְאוׁתוׁ לׂא־יָדִין אִשׁ - Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.” (1Cor 2.15). [CONTINUAÇÃO-PARTE II]

O Uso do Véu, Costume ou Doutrina? Parte II

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O FUNDAMENTO DO USO DO VÉU


INTRODUÇÃO

As igrejas cristãs de todas as épocas e em todos os lugares são concordantes em afirmar que o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é a “cabeça da igreja de Deus”. Esse mesmo ensino pode ser contemplado nas cartas de Paulo às igrejas (Rm 12.5; I Cor 12.13,27; Cl 1.18). Todas as denominações cristãs professam essa fé, entretanto, pergunto: Em que passagem das Escrituras essa mesma doutrina/ensino é explicado dando esclarecimento tão profundo em seu significado? - A resposta a esta pergunta está em I Coríntios 11.1,16.

Paulo, o apóstolo dos gentios, por intermédio de Timóteo fez saber aos cristãos de Corinto como também aos de todos os lugares o ensino (no singular) em cada igreja (I Cor 4.17), que Cristo Jesus era (e sempre será) a única cabeça da igreja.

O ensino do uso do véu pelas irmãs deve ser não somente aplicado, pois também é do interesse de Deus que seus filhos saibam (I Cor 11.3) a importância do símbolo e seu significado doutrinário existente em I Coríntios 11.1,16, e o que isso representa para Deus, para os anjos e para a igreja de Cristo. Pelo fato de ocupar mais da metade do capítulo onze, tratando somente do assunto, o ato do homem estar com a cabeça descoberta ao passo que a mulher cobre a sua, afinal, na concepção Divina o que isso representa, o que estamos dizendo ou proclamando quando obedecemos e/ou desobedecemos tal mandamento? - É isso mesmo o que veremos logo a seguir.

Antes de examinarmos I Coríntios 11.1,16 devemos ser cautelosos, pois que tal epístola também era estendível aos cristãos EM TODO O LUGAR:

 À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso;” (I Cor 1.2 - ACF).


- I CORÍNTIOS 11. 1, 16

DEVEMOS RETER “TRADIÇÕES / PRECEITOS” APOSTÓLICOS

11.1 - mimhtai mou ginesqe, kaqwV kagw cristou.
11.2 - Epainw de umas, adelfoi.oti panta mou memnhsqe, kai katwV paredwka umin taV paradoseiV katecete.
11. 1 Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.
11. 2 E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei.

Nos versos 1 e 2, é apresentado a necessidade de imitarmos o apóstolo em seu zelo de seguir o Cristo, devemos imitá-lo nesse zelo em seguir o Senhor Jesus, nosso modelo santo e perfeito. Exortando ainda, deu-lhes o dever de reter, segurar firme não abrindo mão dos preceitos ou tradições (gr. paradosiV = tradição), que é o mesmo que receber e transmitir à geração seguinte; os mesmos ensinamentos transmitidos devem ser guardados do mesmo modo como foi entregue pelo ancião embaixador/presbeuw (Ef. 6.20) do Senhor Jesus. Assim, Paulo recebeu do Senhor e transmitiu à igreja. No tocante ao termo “tradição” sobre o uso do véu, em questão de doutrina, no Dicionário Bíblico John L. Mckenzie, pág. 944, lemos o seguinte:

A fé cristã se torna objeto da tradição. Isso é afirmado explicitamente a respeito da instituição da eucaristia (1Cor 11,23) e na exposição concisa do evangelho* em 1Cor 15,3ss; o termo sugere que Paulo aí está usando fórmulas fixas para estas narrativas. O termo também é aplicado ao que é evidentemente o mais geral na doutrina paulina (1Cor 11,2), seu ensinamento sobre o Dia do Senhor (2Ts 2,15) e sobre as regras de conduta (2Ts 3,6), que os fiéis devem observar firmemente. A tradição inclui a fé (Jd 3) e “o santo mandamento” (2Pd 2,21).

Portanto, o termo grego paradosiV (tradição) é usado em 1Cor 11,2 como sendo “o mais geral na doutrina paulina”.
E mais, na versão original em português de João Ferreira de Almeida, ano de 1681, ele não traduziu paradosiV como “preceito”, mas como ORDENANÇA, confira:

Ora irmaõs, louvo vos de que em tudo vos lembraes de my, e guardaes as ordenanças affi como volas dei.” (A OS CORINTHIOS. Cap. XI, pág. 357).
Fonte: http://purl.pt/12730/1/P374.html
Data da pesquisa: 07/02/2011    00:09

Correspondendo a isso, o texto em hebraico traz o vocábulo “qabalot” para tradições, o que corresponde às “instruções” designadas pelo Senhor. [CONTINUAÇÃO-PARTE III]

O Uso do Véu, Costume ou Doutrina? Parte III

O SIMBOLISMO DO VOCÁBULO CABEÇA

11. 3 - qelw de umaV eidenai, oti pantoV androV h kefalh o cristoV esti kefalh de gunaikoV, o anhr kefalh de cristou, o QeoV.
11. 3 Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.

Principiando a aplicação do ensino, Paulo, sob a atuação do Espírito Santo revela que a vontade de Deus é que “saibamos, isto é, não sejamos ignorantes no conhecimento do significado existente naquilo que Ele havia ordenado. O primeiro significado importante está no simbolismo do vocábulo “cabeça” (gr. kefalh); neste simbolismo de cabeça se entende e é interpretado por “chefia, autoridade”. Assim, Cristo é a autoridade (cabeça) de todo o homem, e o homem a autoridade (cabeça) da mulher; e Deus a autoridade (cabeça) de Cristo. Em conformidade ao sentido do vocábulo “cabeça”, vejamos o que afirma o Dicionário Teológico:

[...] “No Novo Testamento, a palavra é usada para ilustrar a soberania de Cristo sobre a igreja (Ef 1.10; 5.22-23). Salientemos, porém, não ser o Senhor Jesus a cabeça apenas da igreja; Ele o é também de todo o universo. Eis porque, no Apocalipse, apresenta-o João como o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16)”.

Os versos seguintes estão entrelaçados a este mesmo versículo.

11. 4 - paV anhr proseukomenoV h profhteuwn, kata kefalhV ecwn, kataiscunei thn kefalhn autou.
11. 4 Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a própria cabeça.

Neste verso, é ensinado pelo Espírito Santo que TODO o homem (se casado ou não) que ora ou profetiza tendo coberta a cabeça (física) está a desonrar a sua própria cabeça (chefia). Sendo, portanto, “cabeça” símbolo de autoridade, o homem cobrindo-a estará com isso cobrindo ou ocultando aquEle que exerce autoridade sobre si, isto é, CRISTO (verso 3). Estará o homem proclamando simbolicamente, que a autoridade que Cristo exerce sobre ele está coberta, escondida e que essa mesma autoridade não é reconhecida por ele, na igreja está expondo Cristo à desonra (gr. kataiscunw = confundir, humilhar, desonrar, envergonhar). Desse modo, pergunto: Quem estará exercendo a autoridade/chefia no culto sendo que a autoridade de Cristo foi coberta/ocultada/escondida? Isso denota uma outra (gr. ‘eteroV) autoridade (cabeça) descoberta na igreja que não seja Cristo. Assim, será bom voltarmos ao verso 3 e lermos... “Mas quero que saibais”.

11. 5  pasa de gunh proseucomenh h profhteuousa akatakaluptw th kefalh, kataiscunei thn kefalhn eauthV en gar esti kai to auto th exurhmenh.
11. 6 - ei gar ou katakaluptetai gunh, kai keirasqw ei de aiscron gunaiki to keirasqai h xurasqai, katakaluptesqw.
11. 5 - Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.
11. 6 Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu.

Dando prosseguimento, o Espírito Santo nos transmite um ensino muito importante, o qual devemos analisar com cuidado para que em nada venhamos a ofender a Deus e sua Sabedoria (I Cor.1.30). O contexto não aponta o estado civil
do homem ou da mulher, se casados, viúvos ou solteiros. O Senhor em sua onisciência não nos deixou um estatuto imperfeito. Mas TODA a mulher (se casada ou não) que ora ou profetiza com a cabeça descoberta está a desonrar a sua própria cabeça, isto é, o homem. Assim, a mulher estará proclamando através desse ato externo que está a desonrar o varão (sua cabeça) e glória de Deus (ICor.11.7). Sendo assim, impera uma desordem onde deveria imperar a ordem, isso enfatiza a necessidade de a mulher cobrir a sua cabeça como reconhecimento de uma única cabeça descoberta na igreja, caso contrário, a reunião de adoração que deveria ser para honra e glória de Deus tornar-se-á em desonra e ausência de glória. Quem afirma isso é a Escritura única regra de fé e prática e não o servo de Deus que faz este comentário; anteriormente foi feito uma pergunta sobre quem estaria exercendo a autoridade no culto quando o homem cobre a sua “cabeça” (autoridade = Cristo). [CONTINUAÇÃO-PARTE IV]

O Uso do Véu, Costume ou Doutrina? Parte IV

A resposta, é que no ato do homem COBRIR a sua cabeça (autoridade = CRISTO) e a mulher DESCOBRIR a sua cabeça (autoridade = HOMEM), indubitavelmente a própria Escritura revela que a cabeça da mulher descoberta é quem está assumindo a autoridade no culto enquanto a cabeça (autoridade = CRISTO) do homem estará coberta, ocultada, não revelada; e, para piorar ainda, a mulher estará manifestando a glória do homem ( verso 7) e sua própria glória, pois o cabelo comprido(verso 15) é glória ( gr. doxa = honra, glória) para ela. Assim, autoridade e glórias humanas estarão sendo manifestas no ajuntamento do povo de Deus onde deveria prevalecer e ser manifesta somente uma glória e autoridade; isto é, a glória de Deus e autoridade de Cristo que foram cobertas no ato do homem cobrir a sua cabeça. Ficaria incompleta esta matéria se não fosse exposta aqui uma questão: - Quando HOMEM e MULHER, ambos se apresentarem com a cabeça DESCOBERTA, fica evidente que DUAS CABEÇAS (autoridades) estão descobertas assumindo o governo e autoridade sobre o corpo (igreja), isto é, duas cabeças em UM corpo! Isso cheira a Catolicismo Romano, onde o Papa (homem) também é ‘cabeça’ da igreja. Quanto a isso, o Senhor nosso Deus foi claro em ordenar à mulher COBRIR a cabeça (autoridade do homem) e o homem estar com a sua cabeça (autoridade = Cristo) DESCOBERTA. Ele, o Senhor, instituiu somente UMA cabeça sobre o corpo (igreja) que segundo o verso 3 é CRISTO JESUS, NOSSO SENHOR! Ninguém mais.

Mas, quando o homem se apresenta na reunião de adoração com a sua cabeça descoberta e a mulher apresentar com a sua cabeça coberta, fica evidente que somente uma cabeça está descoberta assumindo o governo da igreja, esta, não reconhece outra (gr. ‘eteroV) autoridade nem glória, a não ser a autoridade de Cristo sobre todos e glória de Deus somente; este é o ensino transmitido pelo Espírito Santo em I Coríntios 11.1,16. O Espírito Santo veio glorificar a Cristo (João 16. 13,14) e não glórias humanas! Portanto, prezado irmão, não cubra a sua cabeça na reunião dos santos, e você, irmã, cubra a sua cabeça para que a autoridade do homem seja coberta, escondida diante da supremacia de Cristo; com esse ato de cobrir a cabeça, você também estará cobrindo a sua própria glória (cabelo comprido) e somente é manifesta uma glória, a glória de Deus; e somente uma autoridade, a autoridade de Cristo Jesus, nosso Senhor! Aleluia!

Em sua Teologia Sistemática, página 535 – 3ª edição, o erudito Louis Berkhof afirma o seguinte em matéria de fé e doutrina: “A Bíblia nos ensina que Cristo é o Chefe de todas as coisas: Ele é o senhor do universo, não simplesmente como a segunda pessoa da Trindade, mas também como mediador, Mt 28.18; Ef 1.20-22; Fp 2.10,11; Ap 17.14; 19.16. Num sentido muito especial, porém, ele é a cabeça* da Igreja, que é seu corpo. Ele mantém relação viva e orgânica com ela, enche-a de vida e a governa espiritualmente, Jô 15.1-8; Ef 1.10,22,23; 2.20-22; 4.15; 5.30; Cl 1.18; 2.19; 3.11.

É dessa doutrina cristã que Paulo, “num sentido muito especial”, segundo a sabedoria que Deus lhe deu, está tratando no assunto do uso do véu, a igreja (corpo) está sob a direção de uma só cabeça, Cristo Jesus, nosso Senhor. Porém, se a mulher não cobrir a sua cabeça, há o imperativo “que rape” ou “que se tosquie” (verso 6), significando ausência de glória, pois o cabelo comprido lhe é uma glória (verso 15), mas rapando-a ou tosquiando-a desaparecerá essa glória. Não obstante, se para ela é indecente rapar-se (heb. galach) ou tosquiar-se, diz a Escritura IMPERATIVAMENTE... “que ponha o véu” ou “que se cubra,” no original grego o verbo é katakaluptw, o qual está na 3ª pessoa do singular, no tempo PRESENTE do IMPERATIVO; assim, o véu de que se fala aqui não é o véu do verso 15 que é outra palavra, peribolaion; pois, seria impossível Paulo ordenar à mulher pôr “cabelo” quando ora ou profetiza, naquele tempo, creio eu, não existia IMPLANTE de cabelo como nos dias atuais (seria peruca?). Absurdo pensar que o véu do verso seis seja “cabelo”. Ai ai ai! De fato, quando Paulo escreveu dizendo que “ponha o véu”, ou que “se cubra”, por questão de lógica, elas só poderiam estar sem véu (gr. katakaluptw) antes de estarem na reunião de adoração para oração e profecia, razão do verbo “cobrir” estar no tempo presente.

Os vocábulos grego katakaluptomai e katakaluptw ocorrem três vezes no Novo Testamento, e, estas três ocorrências encontram-se no contexto pelo qual nos encontramos nele, todas em I Coríntios 11.6,7. Em o Novo Testamento Hebraico, o verbo “cobrir” na devida passagem é “koseh” (כסה) o seu equivalente grego é “kaluptw”. [CONTINUAÇÃO-PARTE V]

O Uso do Véu, Costume ou Doutrina? Parte V

A DOUTRINA E OS COSTUMES

O ensinamento de I Coríntios 11.1,16 contém instruções doutrinárias para o homem e para a mulher e se opõe de forma cristalina ao que alguns comentaristas sugerem, dizendo ser um ‘costume’ puramente oriental.

A Escritura contradiz abertamente a esses intérpretes ao dizer: O homem, pois, “não deve cobrir a cabeça” (gr. ouk ofeilei katakaluptesθai), significando literalmente “não deve trazer algo sobre” (a cabeça). “Acompanhado de um advérbio de negação “ouk,” o presente do imperativo proíbe uma ação que está em andamento, ou que está se repetindo, deve cessar, deve acabar.” (Noções do Grego Bíblico – Gramática Fundamental, pág. 269). A recomendação seguinte é muito importante: Não pode haver verdadeira teologia bíblica, a menos que seja baseada em exegese bíblica sã, e não pode haver exegese bíblica sã, a menos que seja posto um firme fundamento textual e gramatical (F.F. Bruce – Chefe do Departamento de Literatura de História Bíblica da Universidade de Sheffield – Dicionário Vine).

Tal mandamento proibitivo ocorreu pela presença de varões cristãos de origem judaica (Atos 18.4), pois, estes, segundo o costume e ensino rabínico cobriam a cabeça na oração, examinem, I Cor 11.1,16 não está transmitindo ‘costume’(?) do judaísmo aos gregos; pois, os varões judeus cobriam e cobrem a cabeça até os dias atuais, no entanto, contrariando tal “costume”, I Cor.11.7... PROÍBE! Quem realmente conhece os costumes do judaísmo e até mesmo entre os muçulmanos, sabe que estou falando a verdade, os ensinos do apóstolo às igrejas difere dos costumes da época.

Também, respondendo para alguns que afirmam em dizer que as mulheres cristãs cobriam o ‘rosto’(?) na adoração pública, indico-lhes a prova documental da arqueologia, essa prova pode ser verificada nas “Catacumbas de Roma”, onde há figuras na arte cristã primitiva de mulheres orando com a cabeça coberta, porém, com o rosto à mostra (Catacumba de Priscila, Roma. Orante, Séc. III). Destarte, prova-se pelas Catacumbas de Roma que o uso do véu era usado desde o Oriente até o Ocidente, afinal, Roma localiza-se no Oriente?

Prova-se também, pela Santa Escritura, que homens e mulheres cristãs não cobriam o ‘rosto’, Paulo desmente isso ao escrever à mesma igreja em 2 Cor. 3.13, o seguinte: “E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face” [...]. (Grifo meu).  Portanto, Paulo está negando uma cobertura sobre o rosto à igreja em Corinto e à igreja em todo o mundo, em todo o lugar. Sobre o assunto, vejamos o que afirma este artigo acadêmico:

O véu cobria a cabeça, e não o rosto. Era, ao mesmo tempo, símbolo da subordinação da mulher ao homem e do respeito que a mulher merece. As mulheres cristãs de Corinto, no entanto, mui naturalmente estavam seguindo os costumes das mulheres gregas, as quais conservavam a cabeça descoberta quando adoravam. Por conseguinte, Paulo assevera que é vergonhoso uma mulher cristã orar ou profetizar na igreja com a cabeça sem véu. Por outro lado, Paulo se manifesta contrariamente à prática dos homens judeus e romanos, os quais oravam com a cabeça coberta, e ordena que os varões crentes orem e profetizem de cabeça descoberta, como sinal da autoridade de que estão investidos.” (Panorama do Novo Testamento – Robert H. Gundry, Ph. D. – pág. 314).

Como vimos, as mulheres cristãs de Corinto estavam seguindo COSTUMES das mulheres gregas pagãs (as de hoje fazem o mesmo) ao conservarem a cabeça descoberta quando adoravam. Alguns autores críticos apelidam a CCB de ‘igreja corintiana’(?), ora, nada mais pueril e contraditório; nós, na Congregação Cristã no Brasil, estamos alicerçados na correção e não no erro. Para esses tais, respondo que ao não se submeterem ao ensino supracitado, aí sim, estão eles na ‘igreja corintiana’ ANTES da correção, portanto, alicerçada nas areias do erro. Isso sim, era um... COSTUME na cidade pagã de Corinto, cuja igreja que ali estava floresceu pela pregação de Paulo, essa mesma igreja recebeu a correção do Senhor no contexto supra. [CONTINUAÇÃO-PARTE VI]

O Uso do Véu, Costume ou Doutrina? Parte VI

Comprovando o registro histórico contido nas “Catacumbas de Roma;” que o uso do véu é mandamento do Senhor para todas as igrejas oriente/ocidental, vejamos o que afirma o erudito W. E. Vine, reconhecidamente como um dos principais eruditos do grego no mundo:

Descoberta Akatakaluptos, (akatakaluptoV ),  “descoberto” (fornecido de a, elemento de negação, e katakaluptõ, “cobrir”), é usado em I Cor. 11.5,13 (“descoberta”), com referência a injunção proibindo as mulheres estarem sem “véu” ou “descobertas” nas reuniões da igreja. Pouco importando que tipo de cobertura seja, deve estar na cabeça como “sinal de poderio” (I Cor. 11.10), e cujo significado é indicado em 1 Cor. 11.3 no assunto de supremacia, e cujas razões são dadas em 1 Cor. 11.7,9 e na frase “por causa dos anjos’ (1 Cor. 11.10), indicando o testemunho e interesse deles naquilo que indica a supremacia de Cristo. As injunções não eram nem judaicas, que exigiam que os homens cobrissem a cabeça na oração, nem gregas, pelas quais homens e mulheres ficavam igualmente com a cabeça “descoberta”. As instruções do apóstolo Paulo eram “mandamentos do Senhor” (1 Cor. 14.37) e eram para todas as igrejas ( 1 Cor. 14.33,34).” (Dicionário Vine – O Significado Exegético e Expositivo das Palavras do Antigo e do Novo Testamento, CPAD - 3ª Edição em português - 1993, pág. 547). O Dicionário supra é aprovado pelo Conselho de Doutrina da CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus).

Para quem ignora o significado de “injunção,” é... MAN-DA-MEN-TO!
Em o Manual da Escola dominical (publicação da CPAD), página 81 ensina que um costume é local, mas uma doutrina é GERAL.

Como bem se pode ver no início da matéria, a epístola do apóstolo Paulo era estendível aos cristãos EM TODO O LUGAR, também, segundo o Dicionário Vine, era mandamento do Senhor para todas as igrejas; portanto, indubitavelmente era de caráter GERAL, doutrinário! Assim, a mulher que verdadeiramente está revestida de submissão interior, não se revestirá de submissão exterior ao mandamento Divino (escreveu sob inspiração) de cobrir a cabeça na adoração pública, ou, será que a desobediência externa não põe em descoberto a insubmissão interna?


ENTENDENDO A QUESTÃO DA GLÓRIA

11. 7 - anhr men gar ouk ofeilei katakaluptesqai thn kefalhn, eikwn kai doxa Qeou uparcwn gunh de doxa androV estin.
11. 7 O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem.

Feito a análise dos versos anteriores que regulam o procedimento da mulher na adoração pública, agora, o Espírito Santo passa a regular a ordem concernente ao procedimento do homem; portanto, temos dois mandamentos, o da mulher se cobrir (verso seis) e, o do homem permanecer com a cabeça descoberta. Já sabemos que o vocábulo “cabeça” (gr. kefalh) é metáfora de chefia, autoridade. Em hebraico a transliteração para o termo “cabeça” é ro’sh (רׁאשׁ), denotando chefe, líder. O Senhor passa a mostrar por trás do ato externo do homem não cobrir a cabeça o fato de a “glória de Deus” (כְּבוֹד) estar envolvida nesta metáfora. A questão ensinada implica assuntos de doutrina, a glória de Deus revelada na igreja não pode ser coberta como ocorre com a glória do homem e com a glória da mulher na reunião de adoração. Quando o Espírito Santo guiou Paulo a escrever tal mandamento proibitivo, que o homem NÃO deve cobrir a cabeça, é escrito um “porque” disso: - “porque é a imagem e glória de Deus”.

O Senhor está dizendo com isso que, se o homem cobrir a cabeça estará cobrindo (metaforicamente) duas coisas: IMAGEM e GLÓRIA DE DEUS. Este é outro motivo pelo qual o homem não deve cobrir a sua cabeça (verso 3).
O uso do véu transmite este ensino de forma bela e maravilhosamente, percebe agora, irmão (a), a profundidade espiritual no tocante ao uso do véu?

Sabe por que a mulher usa véu? – Pelo fato de ela ser glória do homem (verso7) e do cabelo comprido lhe ser também uma glória/honra (verso 15). Assim, ela precisa cobrir glórias humanas na reunião de adoração, o uso do véu é uma metáfora disso; quando colocamos o mandamento na prática, estamos demonstrando que somente a glória de Deus é descoberta, manifesta na igreja. A Deus toda a glória! [CONTINUAÇÃO-PARTE VII]